A presidente da Câmara dos Representantes norte-americana anunciou, na terça-feira, que a proposta de abertura de inquérito para a destituição do presidente Donald Trump não vai ser votada para já.

Em declarações aos jornalistas, Nancy Pelosi (democrata) afirmou que a investigação está a levantar novas questões sobre o relacionamento de Trump com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Com Trump, "todos os caminhos parecem levar a Putin", sublinhou Pelosi, que parece não estar disposta a ceder às exigências republicanas de uma votação formal sobre o inquérito para a destituição do Presidente norte-americano.

Os legisladores norte-americanos, que participam há vários dias em entrevistas à porta fechada, disseram que testemunhos de funcionários do Departamento de Estado e de outros cargos de política externa corroboram amplamente o relato do denunciante, que desencadeou a investigação.

Num telefonema realizado em meados de julho, Trump terá pedido e incentivado o homólogo da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a avançar com uma investigação a Hunter Biden, filho do ex vice-presidente dos Estados Unidos, durante os dois mandatos de Barack Obama, e candidato às eleições primárias do Partido Democrata Joe Biden.

A divulgação desta informação, através de um denunciante, e as suspeitas então levantadas em redor do líder norte-americano levaram a que a presidente da Câmara dos Representantes a anunciar, em 24 de setembro, que a câmara ia dar início a um inquérito parlamentar com vista a um processo de destituição de Trump.