A Coreia do Norte realizou na última segunda feira, noite de domingo em Portugal, o terceiro teste com um míssil balístico em três semanas. Terá lançado um projétil de curto alcance, da classe Scud, que percorreu cerca de 450 km e rebentou em águas japonesas, segundo informaram os governos do Japão e da vizinha Coreia do Sul.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, reagiu prontamente dizendo que a ameaça de Pyongyang “é uma prioridade para a comunidade internacional” e adiantando que o país vai “trabalhar com os EUA, tomando medidas específicas, de forma a dissuadir a Coreia do Norte”.

A Coreia do Norte mostrou uma grande falta de respeito para com a vizinha China, disparando mais um míssil balístico”, foi a reação de Donald Trump através da sua habitual conta na rede social Twitter.

Já o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, convocou uma reunião de emergência para debater a atuação da vizinha Coreia do Norte.

O presidente, eleito no passado dia 10 de maio, prometeu durante a campanha que iria dialogar com Pyongyang para conter a ameaça, mas não conseguiu impedir os três lançamentos de mísseis balísticos. Em comunicado, o ministro dos negócios estrangeiros sublinhou que esta é uma “ameaça grave para a paz e estabilidade, não só da Coreia do Sul, como também da comunidade internacional”.

De acordo com a CNN, a Coreia do Norte disparou 12 mísseis que, tendo sido bem sucedidos ou não, fornecem informações que a ajudam a aproximar-se do objetivo de construir um míssil com capacidade para atingir os Estados Unidos.

Recorde-se que a 14 de maio a Coreia do Norte disparou aquele que, segundo os analistas, foi o seu teste mais bem sucedido: um míssil que, de acordo com o próprio país, terá atingido mais de 2000 quilómetros.