A empresa de biotecnologia Regeneron, proprietária do tratamento com que o Presidente dos EUA, Donald Trump, foi tratado à covid-19, solicitou uma autorização para disponibilizar a terapia a toda a população.

As ações da Regeneron abriram esta manhã com uma subida de 2,4%, depois de Trump ter dito que o tratamento com anticorpos monoclonais daquela empresa foi o principal responsável pela sua cura, após ter testado positivo com covid-19.

A Regeneron pediu ao organismo regulador de medicamentos nos EUA, a Administração para a Alimentação e os Medicamentos (FDA na sigla em inglês), para que o ‘cocktail’ REGN-COV2, que foi administrado ao Presidente durante sua estada no hospital militar Walter Reed, entre sexta e segunda-feira, obtivesse autorização para ser distribuído a toda a população.

Num vídeo divulgado na quarta-feira, Trump disse que tinha sido curado pelas doses do medicamento da Regeneron e que pretende que este tratamento esteja disponível gratuitamente a toda a população.

A empresa de biotecnologia disse, num comunicado, que assim que a autorização for garantida, “o Governo (dos EUA) se comprometeu a disponibilizar as doses aos americanos sem nenhum custo e será responsável pela sua distribuição”, citando diretivas da Casa Branca.

A empresa Regeneron disse que, atualmente, há doses disponíveis para 50.000 pacientes, mas espera ter o suficiente disponível para tratar 300.000 pessoas, “dentro de alguns meses".

Os Estados Unidos, onde mais de 211.000 pessoas morreram com covid-19, têm mais de quatro milhões de casos ativos, de acordo com dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Num vídeo divulgado na quarta-feira nas suas redes sociais, o presidente garantiu que quer que o seu tratamento, que inclui também cinco doses do antiviral Remdesivir (autorizado pelo FDA) e esteroides, esteja à disposição de todos os americanos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e cinquenta e sete mil mortos e mais de 36,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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