Donald Trump é o novo presidente dos Estados Unidos. Um candidato anti-sistema que nem dentro do próprio partido foi consensual. A vitória é sua. Exclusivamente sua. Durante a campanha não escondeu as ideias que defendiam, nem como se iria relacionar com o resto do mundo. 

As propostas de política externa do Republicano prometem, por exemplo, uma ruptura com a tradição da diplomacia norte-americana. Esta é uma área na qual, Donal Trump não tem qualquer experiência e, na realidade, ninguém sabe muito bem o que poderá acontecer. 

NATO
Donald Trump considera a NATO - Organização do Tratado do Atlântico Norte - "obsoleta" e defende alterações, principalmente no que toca às contribuições monetárias de cada membro. Na verdade, a maioria dos membros não respeita a sua quota. Entre os 28 países da aliança, só os Estados Unidos, o Reino Unido, a Grécia, a Estónia e a Polónia é que cumprem a meta de 2% do PIB.

Mas as ideias transmitidas pelo agora Presidente dos Estados Unidos podem levar à ruptura de uma tradição de décadas. Um dos pilares fundadores da NATO recai no princípio de auto-defesa coletiva. Ou seja, um ataque contra um ou mais membros é considerado como “um ataque a todos".

Ora Trump considera que se os outros não pagam, os Estados Unidos poderão não responder quando for necessário. Uma dúvida que pode influenciar a balança de poder mundial.

RÚSSIA
A questão torna-se ainda mais abrangente e séria se considerarmos que Donald Trump sempre defendeu melhores relações com a Rússia e elogiou de forma explícita a liderança do presidente Vladimir Putin.

O multi-milionário também nunca escondeu que desejava mudar a estratégia na Síria, apostando no combate ao Estado Islâmico, com mais homens no terreno. Deixando para segundo plano a questão da liderança de Bashar Al-Assad no país e coordenando esforços com a Rússia no combate ao Daesh. 

MÉXICO
Se por um lado Trump parece procurar uma aproximação junto do país eterno rival, por outro quer afastar-se, ainda mais, de um país vizinho.

Não só com a construção de um muro, na fronteira com o México, que ultrapassa uma extensão de mil e seiscentos quilómetros, mas também triplicando o número de agentes fronteiriços. Isto sem esquecer que prometeu que o muro ia ser pago pelo país vizinho. 

Além disso, Donald Trump também quer deportar cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais. Uma medida que pode custar qualquer coisa como 270 mil milhões de euros.

ECONOMIA
Já no plano económico o novo presidente norte-americano garantiu que ia criar 25 milhões de empregos na próxima década, através do aumento do PIB e da descida de impostos para as empresas. Mas não só, iriam baixar para todos os cidadãos e até ser eliminados completamente para parte da população com rendimentos mais baixos. 

As empresas iriam ver descer os impostos das empresas para 15% - atualmente está nos 35%. 

Donald Trump garantiu ainda que ia apostar numa política protecionosta, contrariando décadas de comércio livre.

SAÚDE
O presidente eleito dos Estados Unidos também sempre deixou claro que iria substituir o “Obamacare”, nome com que ficou conhecida a reforma feita por Obama no sistema de saúde. Prometendo resolver os problemas do Medicare (sistema de saúde para aposentados e pessoas com deficiência) e da Segurança Social.


Por fim, ARMAS
Defender a segunda emenda à Constituição que permite o porte de arma por cidadãos. Apostar em programas que combatam a criminalidade, retirando das ruas os doentes mentais violentos. Para Trump não é preciso controlar mais a compra e venda de armas no país. 

Redação / PP