O emissário dos Estados Unidos para a Ucrânia, Kurt Volker, renunciou na sexta-feira após ser convocado pelo Congresso para depor numa investigação que pode resultar na destituição do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Uma fonte ligada ao processo, que pediu anonimato, confirmou a renúncia de Volker, que já tinha sido revelada pelo jornal estudantil da Universidade do Estado do Arizona, onde o diplomata dirige um instituto.

Dados de um denunciante divulgados na quinta-feira revelaram que Volker reuniu-se com altos dirigentes ucranianos para saber de que forma fazer chegar as exigências de Trump ao chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Um relatório divulgado pelo Congresso relata as preocupações de um denunciante não identificado que entregou aos serviços de informações dados incriminatórios do comportamento de Donald Trump, incluindo a acusação de ter feito um telefonema para o Presidente da Ucrânia, em julho passado, pressionando-o a investigar Hunter Biden, filho de Joe Biden, vice-presidente no mandato do ex-presidente norte-americano, Barack Obama, e atual candidato à Casa Branca pelo Partido Democrata, por suspeita de irregularidades na sua ligação com uma empresa ucraniana.

Esta suspeita levou a maioria Democrata no Congresso a anunciar, terça-feira, um inquérito para destituir Donald Trump, por abuso de poder presidencial, ao pressionar um líder estrangeiro a investigar um adversário político.

Os Democratas consideram que Trump usou o seu cargo presidencial para pressionar Zelensky a prejudicar um adversário político, dizendo que isso se enquadra na tipologia de “crimes e delitos graves” que podem levar a um processo de destituição.

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