Ivanka Trump passou a ter um cargo oficial na Casa Branca. A filha mais velha do presidente dos Estados Unidos já tinha um gabinete na casa mais vigiada do mundo, mas, oficialmente, não era funcionária do governo. Isso mudou.

E uma vez que já tinha um espaço para trabalhar, funções atribuídas e surgia ao lado de líderes mundiais, agora pode, oficialmente, ter acesso a documentos confidenciais.

Desde quarta-feira, data do reconhecimento formal do novo cargo, que Ivanka Trump se tornou assistente não remunerada do pai, juntando-se ao marido, Jared Kushner, também neste papel.

Tive conhecimento das preocupações de alguns em relação ao meu trabalho como conselheira do presidente (…), pelo que passarei a ser funcionária não remunerada da Casa Branca, sujeita às mesmas regras dos outros trabalhadores federais”, escreveu Ivanka Trump, em comunicado.

Com esta oficialização do cargo da filha, Donald Trump evita questões éticas e conflitos de interesses à volta de Ivanka, que, por seu turno, passou todas as suas empresas para um fundo gerido pelos cunhados, que será também vigiado por um proeminente advogado, que foi procurador-geral da administração Clinton, Jamie S. Gorelick, para evitar eventuais questões de favorecimento em negócios.

Acusado de nepotismo na altura em que contratou o genro, de 36 anos, como conselheiro sénior, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos saiu, então, em defesa do presidente, dizendo que o favorecimento de familiares está de acordo com as regras da Casa Branca.

Catarina Machado