O General aposentado Lloyd Austin, nomeado pelo Presidente eleito dos EUA Joe Biden para chefiar o Departamento de Defesa, disse que revogará a decisão da Administração Donald Trump de proibir transgéneros de servirem nas Forças Armadas.

Acredito verdadeiramente, Senadora, como disse no meu discurso de abertura, que se está apto e qualificado para servir e pode manter os padrões, deve ser-lhe permitido servir [no Exército]", disse Austin em resposta a uma pergunta da Senadora Kirsten Gillibrand durante a sua audiência de confirmação.

 

E podem esperar que eu apoie isso a todo o momento", disse Austin, que testemunhou perante o Comité dos Serviços Armados da Câmara Alta.

Austin, que, se confirmado, vai tornar-se no primeiro secretário da defesa afro-americano, falava sobre a medida anunciada por Trump em julho de 2017, quando relatou a sua intenção de proibir todos os transexuais de servirem nas forças armadas.

Meses mais tarde, a pasta da Defesa introduziu um regulamento que afirmava que as pessoas com "uma história de disforia de género" eram desqualificadas para o serviço militar, exceto em circunstâncias limitadas, mas não recomendava a expulsão de membros das Forças Armadas que já tinham sido submetidos a uma operação de mudança de sexo.

Durante a sessão, Austin falou sobre o papel das tropas dos EUA no mundo e disse que deveriam concentrar os seus esforços na Ásia, onde considerou a China como o "desafio mais significativo" e descreveu o Irão como "uma força desestabilizadora".

Sobre o Afeganistão, disse que gostaria de ver este conflito terminar com uma solução negociada: "Penso que vamos fazer todos os esforços para garantir que isso aconteça", disse.

Na véspera da sua partida da Casa Branca, Trump recordou num discurso em vídeo, na terça-feira, que é "o primeiro Presidente em décadas que não iniciou novas guerras".

Durante o seu mandato, a política de defesa de Trump foi marcada por uma retirada de tropas de áreas de operação como a Síria, Iraque, Somália e Afeganistão.

Estou especialmente orgulhoso de ser o primeiro Presidente em décadas que não iniciou novas guerras", disse.

/ JGR