Donald Trump admitiu a possibilidade de levantar as sanções dos Estados Unidos à Rússia e de não apoiar a política ‘Uma só China’ se Pequim não melhorar as suas práticas comerciais e monetárias.

Numa entrevista ao jornal Wall Street Journal publicada esta sexta-feira, o presidente eleito dos Estados Unidos disse que irá manter intactas, “pelo menos por um período de tempo”, as sanções do presidente Barack Obama impostas à Rússia no mês passado. 

No entanto, se a Rússia ajudar os Estados Unidos em objetivos centrais como a luta contra o extremismo violento, Trump admitiu a possibilidade de levantar as medidas punitivas.

"Se a Rússia nos ajudar realmente, porquê sancionar alguém que está a fazer coisas boas por nós?", questionou. 

Recorde-se que Obama anunciou, em dezembro, novas sanções à Rússia e a expulsão de 35 diplomatas russos do país, pela alegada interferência de Moscovo nas eleições norte-americanas. Washington acusa o Kremlin de ter realizado ataques informáticos contra o Partido Democrata, que favoreceram o magnata republicano.

O presidente russo, Vladimir Putin, lamentou a decisão, mas não respondeu na mesma moeda. Putin disse que preferia esperar pelo novo presidente antes de dar novos passos. 

Nesta entrevista ao Wall Street Journal, Trump falou ainda sobre as relações com a China, depois de esta semana as declarações do futuro secretário de Estado, Rex Tillerson, terem caído mal em Pequim. Tillerson condenou a acção chinesa sobre o Mar do Sul e admitiu impedir o acesso do país às suas ilhas artificiais neste mar.  

Questionado sobre a a politica de "Uma só China" em Taiwan, Trump afirmou que o governo chinês tem de mostrar boa fé nas políticas e práticas comerciais para que os Estados Unidos apoiem esta politica: "Está tudo em negociações incluindo a política de 'Uma só China'", sublinhou.

 
Sofia Santana