O Presidente norte-americano afirmou que tenciona negociar um novo acordo nuclear com a Rússia e talvez com a China, defendendo ainda as sanções impostas ao Irão e a retirada de tropas na Síria e no Afeganistão.

Talvez possamos negociar um acordo diferente, acrescentando a China e outros”, disse Donald Trump, no discurso do Estado da União, proferido perante o Congresso norte-americano, na terça-feira.

A afirmação do Presidente dos EUA vem na sequência do anúncio da retirada do país, na sexta-feira, do Tratado sobre Armas Nucleares de Alcance Intermédio (INF), responsabilizando a Rússia por violar o acordo concluído em 1987 durante a Guerra Fria.

Os Estados Unidos criticaram a Rússia por ter desenvolvido um míssil, o "9M729", capaz de transportar uma ogiva nuclear e que terá, segundo Washington e a NATO, um alcance superior a 500 quilómetros, o que representa uma violação ao disposto no tratado. Este proíbe os mísseis de alcance entre os 500 e os cinco mil quilómetros.

Durante o discurso, Trump defendeu ainda as sanções impostas ao Irão e a decisão de se desvincular do tratado nuclear com o país, que acusou de ser "o principal patrocinador estatal do terrorismo".

Em relação à guerra da Síria e no Afeganistão, o Presidente norte-americano referiu que as "grandes nações não travam guerras intermináveis" e que no caso do Afeganistão "chegou a hora" de tentar a paz.

Os Estados Unidos estão trabalhar com os aliados para "destruir o que resta" do grupo extremista Estado Islâmico na Síria, afirmou, acrescentando que Washington está a encetar todos os esforços para chegar a um acordo no Afeganistão.

Em dezembro, os norte-americanos anunciaram que vão retirar as tropas daqueles dois países.

O discurso do Estado da União decorre da obrigação que a Constituição dos EUA impõe ao Presidente para que preste “regularmente ao Congresso informações sobre o Estado da União”.