O presidente norte-americano Donald Trump anunciou esta quarta-feira o levantamento das sanções impostas em meados de outubro à Turquia após Ancara ter desencadeado uma operação militar contra os curdos na Síria.

Na noite de terça-feira, a Turquia anunciou que não retomaria a sua ofensiva militar contra as forças curdas após a retirada dos seus combatentes das zonas fronteiriças.

Os presidentes russo e turco, que desempenham uma função decisiva no conflito sírio, chegaram por sua vez um acordo, ainda na terça-feira e após longas negociações em Sochi (mar Negro), sobre o controlo comum da maior parte da zona fronteiriça.

“Pedi ao secretário do Tesouro o levantamento de todas as sanções impostas em 14 de outubro em resposta à ofensiva da Turquia”, declarou Trump na Casa Branca.

O presidente norte-americano deixou ainda entender que o seu encontro com o homólogo turco Recep Tayyip Erdogan previsto para 13 de novembro na residência oficial em Washington vai mesmo decorrer.

“Poderemos encontrar-nos muito proximamente”, declarou, apresentando como um sucesso a sua estratégia sobre esta crise: “Graças à nossa negociação com a Turquia foram salvas um número incalculável de vítimas. Agora as pessoas dizem, ouah, que resultado fantástico!”.

A ofensiva turca foi desencadeada após o anúncio da retirada militar norte-americana do nordeste sírio, denunciada em diversos círculos internos e internacionais com um abandono dos curdos, aliados de Washington na luta contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

Trump assegurou hoje que Mazloum Abdi, comandante das Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, lhe agradeceu.

“Acabei de falar ao general Mazloum, um homem formidável (…). Estava extremamente reconhecido”, afirmou.

Em simultâneo, Trump revelou que um “pequeno número de soldados” norte-americanos vai permanecer na Síria “nas zonas onde existe petróleo”.

“Os países da região devem assumir a sua responsabilidade e ajudar a Turquia e a Síria a garantirem a segurança da sua fronteira”, acrescentou.