Donald Trump assinou um novo decreto anti-imigração, esta segunda-feira, que impede a entrada de cidadãos de seis países - Irão, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iémen - nos Estados Unidos por 90 dias e suspende o programa de acolhimento de refugiados por 120 dias.

Por comparação com o decreto que foi assinado no final do mês de janeiro, mas que foi suspenso por decisão dos tribunais, desta vez a administração Trump resolveu deixar o Iraque de fora, país que é parceiro da coligação militar na campanha de combate ao autointitulado Estado Islâmico.

A nova ordem executiva também não irá afetar as dezenas de milhares de cidadãos dos países de maioria muçulmana que têm vistos legais permanentes nos Estados Unidos, os chamados "green cards".

Além disso, e ao contrário do que aconteceu com o decreto anterior, esta nova ordem não entra em vigor de forma imediata, mas apenas a partir de 16 de março, como confirmou a porta-voz da Casa Branca Sarah Huckabee Sanders.

"Profundo alívio" do Iraque

Num primeiro comentário ao novo decreto de Donald Trump, ainda antes de o mesmo ter sido assinado, a diplomacia iraquiana expressou o seu "profundo alívio" pela exclusão do país da lista de países banidos.

Em comunicado, o ministério iraquiano dos Negócios Estrangeiros aplaudiu a decisão e considerou que, com o novo decreto, será reforçada a "guerra contra o terrorismo".

A decisão é um passo importante na direção certa. Consolida a aliança estratégica entre Bagdad e Washington em muitos campos e na frente de guerra contra o terrorismo", salienta um comunicado da diplomacia iraquiana.

A exclusão do país desta nova ordem deve-se, além dos protestos das autoridades iraquianas, a procedimentos levados a cabo por estas na seleção da atribuição de vistos e partilha de informações com os norte-americanos.

A cooperação dos iraquianos com os Estados Unidos na luta contra os radicais do autointitulado Estado Islâmico também terá pesado nesta decisão.