O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esta quarta-feira que foi uma "bênção de Deus" ter sido infetado com o novo coronavírus, porque o educou sobre potenciais medicamentos que podem curar a doença, apesar de o próprio ainda não a ter superado.

Numa mensagem publicada no Twitter, o líder norte-americano falou sobre o tratamento que recebeu para curar a covid-19, fez uma promessa de que o vai disponibilizar gratuitamente, agradeceu a Deus e ainda fez críticas à China.

Donald Trump afirmou que o tratamento que recebeu, da Regeneron, não se trata de uma terapia, porque é mesmo "uma cura": "Temos de o aprovar, é mais importante que a vacina", frisou, prometendo disponibilizar o tratamento a todos os americanos gratuitamente.

Para mim não foi algo terapêutico, se fez com que me sentisse melhor, chamo a isso uma cura. E quero que toda a gente tenha o mesmo tratamento que o seu presidente”, afirmou Trump.

Embora os médicos afirmem que o presidente não estará fora de perigo antes de segunda-feira, Trump explicou que, desta forma, pôde comprovar em si mesmo o efeito do cocktail experimental de anticorpos sintéticos da farmacêutica Regeneron, que foi aplicado a menos de 10 pessoas fora dos ensaios clínicos.

Esta foi a primeira vez que Donald Trump aparece publicamente desde que regressou do Walter Reed National Military Medical Center. As declarações foram gravadas fora da ala oeste da Casa Branca, onde o presidente norte-americano esteve a trabalhar na sala oval, apenas seis dias depois de ter testado positivo à covid-19.

O comportamento do presidente, desde que abandonou o hospital, na segunda-feira à noite, tem sido alvo de críticas e escrutinado com particular atenção no momento em que o número de trabalhadores da Casa Branca que testaram positivo para o novo coronavírus não para de aumentar.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos e também com mais casos de infeção confirmados.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e cinquenta e um mil mortos e mais de 35,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Rafaela Laja