O presidente dos Estados Unidos da América (EUA) justificou, este domingo, no Twitter, a medida para vetar a entrada no país de cidadãos de sete países muçulmanos, que está a provocar grande contestação. Donald Trump disse que quer evitar a "confusão horrível" que aconteceu na Europa.

“O nosso país precisa de fronteiras fortes e controlo apertado. AGORA. Vejam o que aconteceu na Europa e no mundo - uma confusão horrível!", escreveu o chefe de Estado norte-americano na rede social.

 

O decreto assinado na sexta-feira pelo presidente dos EUA foi fortemente criticado por líderes europeus reunidos no sábado em Lisboa, assim como por líderes mundiais, em especial o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, sendo desde logo aplicada por algumas companhias aéreas.

Nos aeroportos dos EUA a situação está caótica, com milhares de pessoas a protestarem contra a nova política de imigração.

O jornal britânico The Independent escreve que refugiados e detentores do cartão verde estão a ser interrogados à entrada do país e as autoridades estão a verificar o Facebook dos imigrantes para controlar “visões políticas”.

Numa ordem executiva assinada na sexta-feira, Donald Trump suspendeu a entrada de refugiados nos Estados Unidos por pelo menos 120 dias e impôs um controlo mais severo aos viajantes oriundos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iémen durante os próximos três meses.

A entrada em vigor da medida na sexta-feira à noite apanhou de surpresa as pessoas que já estavam no avião e prontas para seguir viagem.

Os defensores dos imigrantes conseguiram entretanto uma primeira vitória no sábado à noite, com a decisão da juíza Ann M. Donnelly, do Tribunal do Distrito Federal de Brooklyn, em Nova Iorque.

A decisão de Donnelly de fazer uma suspensão temporária da ordem aconteceu depois de dezenas de passageiros, entre 100 e 200, de acordo com o New York Times, terem sido detidos ao chegarem aos aeroportos nos EUA e ameaçados de expulsão.