O presidente dos Estados Unidos apelou aos países europeus, nomeadamente Reino Unido, França e Alemanha, para repatriarem e julgarem os seus combatentes do Estado Islâmico feitos prisioneiros na Síria.

Este apelo de Donald Trump, formulado num tweet publicado no sábado à noite, surge numa altura em que o Estado Islâmico (EI) está prestes a perder o último território do califado pressionado pela aliança árabe-curda e a coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

Os Estados Unidos pedem ao Reino Unido, França, Alemanha e aos outros aliados europeus para levarem mais de 800 combatentes do EI que nós capturámos na Síria para os julgarem. O califado está prestes a cair. E a alternativa não é boa, porque seremos forçados a libertá-los. Os Estados Unidos não querem que estes combatentes do EI se espalhem na Europa, para onde se prevê que vão. Nós iremos retirar-nos assim que eliminarmos o califado a 100%", escreveu Trump.

 

Trump desencadeou em dezembro a fúria dos aliados quando anunciou unilateralmente a saída a curto prazo dos 2.000 militares norte-americanos da Síria.

Na altura, este anúncio e a derrota iminente do EI relançaram a questão do destino de centenas de jihadistas estrangeiros que foram feitos prisioneiros na Síria e que a aliança árabe-curda afirma não poder manter eternamente.

No final de outubro do ano passado, as autoridades semi-autónomas curdas da Síria condenaram em Bruxelas a recusa dos países europeus de receberem os seus cidadãos membros do Estado Islâmico detidos pelas suas forças.

Os combatentes estrangeiros capturados e as respetivas famílias são originários de 46 países, anunciou Abdul Karim Omar, encarregado dos Negócios Estrangeiros na administração curda, numa conferência de imprensa em Bruxelas.

No total, 790 homens encontram-se detidos pelas forças especiais curdas numa prisão, ao passo que 584 mulheres e 1.250 crianças foram colocadas em dois campos, precisou o responsável.