O Presidente dos Estados Unidos não tem agendado qualquer encontro com a família de Jacob Blake, um afro-americano que foi gravemente ferido pela polícia em Kenosha, durante a visita na terça-feira a Wisconsin, revelou a porta-voz da Casa Branca.

No momento, o programa [do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump] prevê uma reunião com as autoridades locais, proprietários de negócios e irá examinar os estragos”, disse na segunda-feira a porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany.

A Casa Branca fez contactos “por um lado com o pastor e, por outro, diretamente com a família” de Jacob Blake, acrescentou, citada pela agência AFP.

Donald Trump explicou que contactou o pastor da família, que considerou “um homem maravilhoso”, mas não diretamente com as pessoas próximas a Jakob Blake, porque “queriam que houvesse um advogado”.

Não achei adequado”, vincou, deixando, no entanto, em aberto a possibilidade para uma possível conversa direta com a família no futuro.

O presidente estará presente para apoiar os americanos maltratados”, sublinhou a sua porta-voz.

Um agente da polícia disparou várias vezes nas costas de Jacob Blake, de 29 anos, quando este abria a porta de um veículo, onde estavam os seus três filhos menores, o que foi gravado por câmaras de telemóvel de testemunhas.

A vítima, Jacob Blake, permanece internada no Hospital Froedtert, em Milwaukee, em estado grave e com a metade inferior do seu corpo paralisada.

Em Kenosha, no estado de Wisconsin, ocorreram motins durante três noites após o tiroteio e em diversas áreas da cidade houve confrontos entre os manifestantes e a polícia.

No centro da cidade vários carros e empresas foram incendiados ou danificados.

O momento mais tenso aconteceu quando um adolescente de 17 anos disparou, ainda em circunstancias pouco claras, contra três manifestantes na quarta-feira, matando dois.

A detenção do jovem de 17 anos permitiu estabelecer uma calma precária naquela localidade costeira no Lago Michigan.

/ BC