A escritora E. Jean Carroll, que acusou Donald Trump de violação nos anos 90 e que está a processar o presidente americano por difamação, pediu esta terça-feira uma amostra de material genético para determinar existe uma correspondência com a amostra de ADN encontrada no vestido que a mulher usou durante a alegada violação.

Roberta Kaplan, advogada da alegada vítima, apresentou na terça-feira os documentos necessários para que Trump envie uma amostra até ao dia 2 de março, para “análise e comparação de ADN masculino não identificado presente no vestido” utilizado nessa noite.

Segundo o jornal New York Times, o caso voltou a ver a luz do dia depois dos resultados de uma análise laboratorial ao vestido. De acordo com o relatório, o vestido tem vestígios de material genético de quatro indivíduos: o de Carroll e mais três, sendo que, pelo menos uma das amostras, pertence a um homem.

Este caso demonstra se Donald Trump mentiu quando disse que não violou E. Jean Carroll e, de fato, nunca a conheceu”, afirmou a advogada.

Contactados pelo jornal americano, os advogados de Donald Trump recusaram comentar as alegações.

Em junho, Carroll publicou um livro, onde afirmou ter sido violada por Trump num vestuário do grande armazém Bergdorf Goodman, em Nova Iorque. Segundo a escritora, Trump terá agarrado a mulher pelo braço, encostado a vítima à parede, forçando a relação sexual.

Depois da alegação de Carroll, o presidente norte-americano afirmou nunca ter “conhecido essa pessoa”. Donald Trump acusou a mulher de inventar as alegações, apontando o facto de a mulher ter feito uma acusação idêntica ao antigo presidente do canal de televisão CBS, Leslie Moonves.

Em resposta, a escritora afirmou estar confiante de que o ADN no vestido prove que Donald Trump não só a conhece, como também foi o responsável pela violação de que diz ter sido vítima. 

/ JGR