A atividade industrial na China voltou a crescer ao ritmo mais rápido desde janeiro de 2011, segundo o Índice do Gestor de Compras (PMI) do setor manufatureiro, divulgado esta segunda-feira pelo jornal de informação económica Caixin.

O índice é tido por muitos investidores como referência para o país asiático. Em outubro, aquele indicador fixou-se nos 53,6 pontos, 0,6 unidades acima do valor registado em setembro.

Um valor acima da marca dos 50 pontos representa um crescimento da atividade, em relação ao mês anterior, enquanto abaixo representa uma contração.

No sábado, o Gabinete de Estatísticas da China divulgou o PMI oficial, que expandiu pelo oitavo mês consecutivo, com 51,4 pontos, ligeiramente inferior aos 51,5 registados em setembro, quando teve o melhor desempenho até então este ano.

Ambos os indicadores oficiais do Governo e da Caixin superaram as projeções dos analistas, confirmando que o setor manufatureiro chinês está a recuperar, após a queda da atividade, no início do ano, quando a China adotou restritas medidas de prevenção contra a covid-19.

O economista da Caixin Wang Zhe destacou que o subíndice de novas encomendas cresceu ao maior ritmo desde novembro de 2010.

Wang alertou, porém, sobre o impacto do avanço da pandemia sobre as encomendas de outros países: "A procura do exterior recuperou a um ritmo bem mais lento, em setembro, embora o indicador de novos pedidos de exportação continuasse a expandir-se pelo terceiro mês consecutivo".

A segunda onda de infeções pelo novo coronavírus na Europa e nos Estados Unidos moderou-a significativamente", afirmou.

A segunda maior economia do mundo tem a covid-19 praticamente sob controlo em todo o território, à exceção de alguns surtos, aos quais reagiu rapidamente, com a limitação da circulação de pessoas e com a realização de milhões de testes em poucos dias.

Isto permitiu que recuperasse rapidamente do abalo económico sofrido no início do ano, quando a economia contraiu 6,8%.

No segundo e terceiro trimestres, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês avançou 3,2% e 4,9%, acumulando um crescimento de 0,7%, até setembro.

/ RL