que parecem também ter cedido em algumas exigências

Pierre MoscoviciBanco Central Europeu em alta ligeira

No final da cimeira de líderes da Zona Euro

"As propostas do governo grego são um passo positivo para um acordo. Serão analisadas nas próximas horas. Uma reunião do Eurogrupo terá de encerrar o processo na quarta-feira à noite para serem apresentadas na quinta-feira de manhã", disse Donald Tusk na conferência de imprensa.


“Vamos encontrar uma solução esta semana”tem



       Jean-Claude Juncker (E) e Alexis Tsipras (D) - Foto: EPA

Porém, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, deixou claro, na conferência de imprensa após a reunião, que não se vai conformar com uma solução "parcial", e que o acordo terá de incluir um pacote de crescimento.

"[O governo grego] não quer uma solução parcial. Queremos uma solução completa e viável, juntamente com um pacote de crescimento", disse Tsipras.


A diretora do FMI, Christine Lagarde, também espera o acordo em dois dias. À saída da reunião, Lagarde sugeriu essa intenção, quando disse que havia “muito trabalho a fazer nas próximas 48 horas”. Uma esperança partilhada por  Angela Merkel, que disse esperar que na quinta-feira já só seja preciso anunciar o acordo final. Visivelmente cansada no final da reunião, a Chanceler alemã garantiu que todos os líderes europeus concordaram com compromissos para ajudar a Grécia e que a partir de agora há muito trabalho para fazer “rapidamente”.

Sobre cenários a longo-prazo, ou um “plano B”, não foram dadas quaisquer informações. A chanceler alemã garante que não foi discutida a possibilidade de um terceiro resgate, nem a duração de uma eventual extensão ao atual programa. A questão da dívida não é uma "prioridade" para a chanceler, já que a Grécia só terá de devolver dinheiro à Zona Euro "dentro de muitos anos".

Também não foi discutida uma possível “retenção de capitais” nos bancos gregos, garantiu o presidente da Comissão Europeia, que também reiterou não ser altura para falar sobre uma reestruturação/alívio da dívida.

Da parte dos credores sabe-se apenas que o BCE prometeu continuar a ajudar a banca grega. Fonte do governo de Atenas disse, à Reuters, que a garantia foi dada pelo próprio presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, ao primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, numa reunião de 30 minutos, anterior à conferência de líderes.

 

Passos Coelho: "O governo grego deseja que o país fique no euro"

 
O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, também falou à saída da cimeira de líderes e, tal como os seus parceiros, disse que as próximas horas são cruciais para a Grécia conseguir um acordo.

"O governo deseja rever a condicionalidade prevista para o desembolso da [última tranche do resgate] mas ainda não foi possível chegar a um acordo".


Afastando o “fantasma” da saída da moeda única, o primeiro-ministro disse que “o governo grego deseja que o país fique no euro”, e que  o “acordo [final] para a Grécia resultará da análise da proposta apresentada no Eurogrupo [desta manhã]".

Passos Coelho reiterou, ainda, a disponibilidade de Portugal para o diálogo e para contribuir para uma solução "verdadeira" para o país.
 
 

De uma saída do euro a um acordo quase certo: as medidas chave

 
Fonte da União Europeia, citada pelo The Guardian, diz que a Grécia cumpriu com 90% das exigências dos credores para conseguir este entendimento. A chave para um acordo, segundo a mesma fonte oficial, parece recair sobre o IVA da restauração e hotelaria, que pode subir para os 23%.

Porém, este pode apenas ser o passo final. O que realmente fez diferença foram as medidas apresentadas, à última da hora, no Eurogrupo desta manhã.

 

Após cinco meses de negociações, pode ser que o governo do Syriza tenha, finalmente, conseguido uma solução que desbloqueie os 7,2 mil milhões da última tranche do resgate, que o país tanto precisa. No entanto, para o conseguir, as promessas eleitorais do fim da austeridade ainda estarão longe da concretização.

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