A Disney está a planear despedir mais de 32 mil trabalhadores até ao final de março de 2021, devido ao impacto económico que a pandemia de covid-19 está a ter na indústria da hotelaria e dos parques de diversões.

O número significa um aumento da anterior previsão de despedimentos da Disney, que apontava para uma diminuição de cerca de 28 mil funcionários, a grande maioria nos parques temáticos norte-americanos, avança a agência Reuters.  

O gigante do entretenimento, que emprega mais de 220 mil pessoas, já tinha alertado para a possibilidade de ter de reduzir os dividendos que distribui aos acionistas e reduzir o investimento na área da televisão e do cinema. Agora, anunciou que vai mesmo levar em diante o despedimento de dezenas de milhares de empregados.

Algumas destas medidas poderão ter um impacto adverso na nossa atividade”, pode ler-se no documento entregue pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

Os parques temáticos da Disney na Flórida e fora dos EUA reabriram no início deste ano com distanciamento, testes e uso de máscara, sem terem sido palco de surtos significativos de covid-19. 

A EuroDisney de Paris foi forçada a fechar novamente no mês passado, depois de o governo francês ter imposto uma nova onda de restrições para combater a segunda vaga de casos no país.

No entanto, os parques temáticos da empresa em Xangai, Hong Kong e Tóquio permanecem abertos.