Desta vez parece ser definitivo.

 uma nova cimeira de líderes para domingo

Matteo Renzi

substituição do ministro das Finançasé se o país apresentará as condições para um terceiro resgate


depois de um Eurogruponão apresentou novas propostas


Matteo Renzi (Foto: Reuters)

Matteo Renzi

“A decisão tomada hoje é que vamos esperar até domingo para que sejam submetidas novas propostas às instituições por parte do governo grego. (…) Espero que esta seja a última reunião sobre a Grécia, e espero que tenha um final feliz. Acredito que vamos conseguir um acordo no domingo, não estou pessimista quanto a isso”, disse Renzi, segundo o britânico “The Guardian".


Angela Merkelnão vai haver corte na dívidanão se falou numa nova moeda




Plano "B" já está preparado em detalhe


Donald TuskJean-Claude Juncker

“Ambas as partes partilham responsabilidade pelo estado [a que chegámos]. Foi por isso que convoquei os líderes hoje, para encontrar sucesso comum, sem vencedores nem derrotados. Se [o acordo] não acontecer, significa o fim das negociações com todas as consequências possíveis, incluindo o pior cenário, onde todos vamos perder. (…) Vai ser pior para o povo grego, mas não tenho dúvidas que vai afetar a Europa, mesmo no sentido geo-político.”


prazo para um acordo é mesmo domingo



         Jean-Claude Juncker (E) e Donald Tusk (D) - Foto: Reuters

evitámos falar sobre “deadlines” tenho de o dizer bem alto: o último é no domingo.

Jean-Claude Junckerjá há um plano B

"A Comissão Europeia está preparada para tudo, temos um cenário de ‘Grexit’ preparado em detalhe”.


proposta final terá de se apresentada até às 8:30 da manhã de sexta-feira.

Passos diz que a Europa deve preparar-se para o pior


Passos Coelho, Mariano Rajoy e FrançoisHollande

o primeiro-ministro português diz que

“Do ponto de vista político, é urgente e indispensável que seja retomada a relação de confiança e previsibilidade entre as partes. Do ponto de vista económico, o ponto em que nos encontramos hoje é incomparavelmente pior do que aquele que nos encontrávamos em janeiro, e, por isso, um eventual acordo implicará um muito maior compromisso financeiro do lado dos parceiros da Grécia, provavelmente duas vezes maior, e uma grande capacidade de implementação por parte do governo grego, com novos sacrifícios do povo grego", disse Passos Coelho, segundo a Lusa.


Passos Coelhoa Europa deve "preparar-se para o pior"
 

"Estamos a falar de uma situação muito grave e muito urgente para resolver. E ela tem de ser resolvida de acordo com este calendário. Se até ao final da semana não for possível chegar a um entendimento, então quer o governo grego, quer a zona euro terão que se preparar para o pior".



Tsipras quer uma “saída final da crise”


                
                                                   Alexis Tsipras (Foto: Reuters)

Já a pessoa onde estão centradas todas as atenções, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, diz que na reunião de hoje ficou claro que os parceiros europeus percebem que a situação na Grécia  “é um problema europeu que é necessário resolver”.

Segundo o The Guardian, Tsipras diz que o ambiente na reunião foi positivo e que só quer ver a Grécia a sair finalmente da crise.

“A reunião decorreu numa atmosfera positiva. O processo será rápido, começa nas próximas horas, com o objetivo de o concluir no final da semana, mais tardar. (…) O lado grego vai continuar o esforço, tendo como arma do veredicto do povo grego. A maioria vai [lutar] por um acordo que coloque fim à discussão [de um Grexit] e ofereça perspetivas para finalmente sairmos da crise”.

 
O líder grego parece bastante otimista, porém este discurso já é recorrente no final das reuniões. A “comprar" as suas palavras está o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi que já assegurou que o BCE vai fazer os possíveis para manter a liquidez da banca grega.

Já o primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, e o chanceler da Áustria, Werner Faymann, também se mostraram esperançosos de que um acordo seja alcançado, antes de domingo, e que a reunião seja evitada. Porém, Faymann também negou um corte na dívida e deixa o aviso de que se a cimeira for avante, será para discutir um plano B.