A polícia escocesa admitiu, nesta terça-feira, em tribunal, ter "contribuído materialmente" para a morte de Lamara Bell, de 25 anos, que ficou presa no carro ao lado do marido morto durante três dias sem auxílio após um acidente.

O caso remonta a julho de 2015, mas só agora começou a ser julgado.

Lamara Bell e o marido, John Yuill, de 28 anos, viajavam de carro na autoestrada M9, perto de Stirling, quando se despistaram e caíram num talude.

Um popular alertou as autoridades, mas, segundo a polícia, a chamada não ficou gravada no sistema de informação.

Só três dias depois, os agentes chegaram ao local, tendo encontrado o homem morto e a mulher gravemente ferida. Lamara viria a morrer quatro dias depois no hospital.

As autoridades admitiram que o casal permaneceu no carro "sem ajuda e exposto aos elementos" e que a sua falha "contribuiu materialmente" para a morte da mulher.

Vários especialistas concordaram que se Lamara Bell tivesse sido internada no hospital seis a oito horas após sua lesão, as complicações secundárias da lesão que levaram à sua morte teriam sido mais fáceis de acompanhar", afirmou a procuradora Ashley Edwards, citada pela imprensa britânica.

O chefe de polícia na altura do acidente, Stephen House, renunciou ao seu cargo no final de 2015, na sequência da controvérsia sobre as mortes.

É um grande alívio que polícia escocesa, finalmente, tenha admitido a culpa na morte de Lamara. Finalmente, podemos dizer que a minha filha teve justiça", expressou a mãe, Diane Bell.

Redação / IC