O número final de vítimas é ainda incerto, mas uma coisa é já indesmentível: esta quarta-feira é o dia mais negro de que há memória para os militares e polícias egípcios que atuam no Sinai.

Cerca de 70 terroristas atacaram pelo menos cinco postos de controlo situados no norte daquela península, já perto da fronteira com Israel, e ainda uma esquadra de polícia.

Fontes militares indicam que os atacantes dispunham de carrinhas equipadas com metralhadoras anti-aéreas, e foguetes autopropulsados do tipo RPG.

Os tiroteios prolongaram-se por oito horas e terminaram com a morte de pelo menos 36 polícias, militares e civis, bem como de 38 atacantes. A estes números acrescentam-se ainda dezenas de feridos.

Aviões F-16 e helicópteros Apache da Força Aérea Egípcia foram usados contra os terroristas, especialmente aqueles que atacaram a esquadra de polícia na cidade de Sheikh Zuweid.

Os homens do Estado Islâmico cercaram o edifício e colocaram bombas à sua volta e na estrada de ligação com uma base militar próxima, de modo a impedir a retirada dos polícias e o envio de reforços.

Não é claro se os combates ainda prosseguem, mas sabe-se foram muito intensos, o que impediu os serviços de socorro de se aproximarem do local para retirar as vítimas.

Os ataques foram reivindicados pelo grupo do Estado Islâmico que atua na Península do Sinai.
Rolando Santos