Martha Sepúlveda, de 51 anos, irá tornar-se no próximo domingo, dia 10 de outubro, a primeira mulher a ser eutanasiada na Colômbia sem ter uma doença terminal.

A doente sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurológica degenerativa, progressiva e rara, que afeta o sistema nervoso e causa paralisia progressiva e irreversível.

Atualmente, ainda não existe uma cura para esta doença, apenas tratamentos para atrasar a perda motora gradual.

Martha conseguiu autorização para realizar este procedimento, após uma mudança na lei da eutanásia, que passou a abranger pessoas sem doenças terminais, desde que o paciente "passe por sofrimento físico ou mental intenso, tenha lesão corporal grave ou doença incurável”. Que é exatamente o caso de Martha Sepúlveda.

Apenas dois dias depois da alteração da lei, a doente fez o seu pedido para receber a eutanásia, que foi posteriormente autorizado. Uma decisão que a deixou “mais tranquila”.

Deus não me quer ver sofrer e acredito que não quer ver ninguém sofrer. Nenhum pai quer ver os seus filhos sofrerem", afirmou, à emissora colombiana Caracol.

Martha confessa que não quer sofrer mais.

Estou cansada de lutar e agora luto por descansar", expressou.

A Colômbia foi o primeiro país da América Latina a legalizar a eutanásia.

Redação / IC