Ciro Gomes poderia ser a surpresa nesta primeira volta das eleições brasileiras - isso, ou Bolsonaro ganhar à primeira volta, o que não aconteceu. O candidato do PDT ficou-se mesmo pelo terceiro lugar, recolhendo 12,5% dos votos. Daqui a três semanas, será o frente a frente entre o candidato de extrema-direita e o candidato do PT de Lula da Silva, Fernando Haddad. Ciro evita perspetivar uma declaração de apoio na segunda volta, mas uma coisa é certa e deixou-o bem claro: não irá apoiar Bolsonaro.

Minha história de vida é uma história de defesa da democracia e contra o fascismo".

E ainda acrescentou: "Ele não, com certeza", numa alusão ao movimento cívico #EleNão que se criou contra o candidato de extrema-direita, nas últimas semanas.

Agora é tempo de se reunir com membros do PDT para uma tomada de posição e expressar, como fisse, "profunda gratidão ao povo brasileiro" pelo terceiro lugar nesta primeira volta.

Reveja aqui o acompanhamento AO MINUTO da primeira volta das eleições presidenciais brasileiras

Alckmin vai fazer "avaliação"

Geraldo Alckmin (4,78% dos votos), candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) disse que vai reunir-se com a executiva nacional do seu partido na terça-feira "para fazer uma avaliação das eleições e também tomar uma posição em relação ao segundo turno".

Num rápido discurso no comité de campanha do partido, afirmou ainda: “Quero transmitir nosso absoluto respeito ao resultado das urnas e, de outro lado, destacar nossa serenidade, como democratas que somos, e nossa humildade. Percorremos o Brasil inteiro conhecendo a população e aprendendo sobre esse País continente”.

Marina garante que vai ser oposição

Com apenas 1% dos votos, a candidata do REDE, Marina Silva, foi a grande surpresa da noite eleitoral, pela negativa. Na reação, mostrou-se orgulhosa da sua "campanha linda" e disse que respeita as posições dos candidatos. Ainda assim, seja qual for o vencedor, ela garante já que será oposição. Não disse se apoiará algum deles na segunda volta.

Ainda vamos decidir".

Estas eleições presidenciais são das mais atípicas das últimas décadas, com uma forte polarização política entre a extrema-direita e a esquerda e numa altura em que o país vive uma crise económica

Veja também: