O PSOE (socialista) foi o partido mais votado, com 28,8% dos votos, nas eleições gerais realizadas este domingo em Espanha, mas sem maoria absoluta. O conjunto da direita também não conseguiu alcançar a maioria, apesar da forte subida do Vox (extrema-direita). O Partido Popular teve o pior resultado de sempre.

Os dados finais, ainda provisórios, quando estavam escrutinados 94,21% dos votos, mostram que o PSOE elege 122 deputados (28,8% dos votos) no Congresso dos Deputados, o PP (Partido Popular, da direita) 65 (16,7%), o Cidadãos 57 (15,8%), o Unidas Podemos (extrema-esquerda) 42 (14,3%) e o Vox 24 (10,2%).

A participação foi de 75,79%, uma cifra 9,3 pontos percentuais superior à registada no escrutínio de 2016, que foi 66,48%.

Segundo dados fornecidos pela porta-voz do executivo, Isabel Celaá, e pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, aquela é a taxa de afluência quando estão escrutinados 93,03% dos votos.

Ambos agradeceram em nome do Governo a elevada participação "a todos os espanhóis que foram votar para dar sentido à democracia", afirmou Celaá, que reiterou que a votação decorreu sem incidentes de registo.

As primeiras palavras da porta-voz e do ministro do Interior foram também de agradecimento aos profissionais dos órgãos de comunicação, a todos os que estiveram nas assembleias de voto e aos representantes dos partidos políticos e coligações concorrentes e às forças de segurança por garantirem que o dia tenha decorrido sem incidentes.

A direção do PP reúne-se segunda-feira para analisar a derrota eleitoral, em que perdeu pelo menos metade dos deputados que tinha, anunciou a agência EFE.

Participam na reunião o líder do partido, Pablo Casado, e os seus mais fiéis colaboradores.

Para terça-feira está igualmente anunciada uma reunião do Comité Executivo Nacional, que integra os presidentes dos ramos autonómicos do PP, num total de 90 dirigentes encabeçados pelo próprio Casado e o secretário-geral, Teodoro García Egea.