Barack Obama está a poucas semanas de deixar de ser Presidente dos Estados Unidos. Depois de ter aprendido com um comediante a fazer um currículo, ensinou outro comediante a lidar com as "maldades" que se escrevem sobre ele nas redes sociais.

Obama foi ao programa de Jimmy Kimmel e explicou, por exemplo, como lidou com um tweet "maldoso" de Donald Trump. O homem mais poderoso do mundo recordou que, em agosto, Donald Trump escreveu no Twiter que “Obama será recordado, muito provavelmente, como o pior Presidente da História dos Estados Unidos”.

Eis a resposta de Obama: “A sério? Bem, @realDonaldTrump, pelo menos serei recordado como um Presidente”.

Obama esteve no programa da ABC "Jimmy Kimmel Live!", num intervalo da visita de três dias ao Estado do Nevada, onde participou na campanha de Hillary Clinton. No programa, Obama não fugiu ao habitual quadro em que as celebridades convidadas de Kimmel são confrontadas com o que de mal se escreve sobre elas nas redes sociais.

Perante uma pergunta mais ou menos jocosa lançada por um seguidor de Obama através do Twitter sobre aquilo que o Presidente é capaz de levantar, aproveitou para responder de uma forma mais ou menos séria: “Bem, levantei a proibição aos charutos cubanos. Creio que isso vale alguma coisa”.

A conversa com o comediante não se fez só a brincar. Falou-se de coisas sérias, nomeadamente das eleições que se avizinham e da respetiva campanha. Kimmel perguntou a Obama porque os norte-americanos resistiam em confiar em Hillary Clinton. Obama recordou que a candidata democrata está sob julgamento público há mais de 30 anos e, quando se está assim tanto tempo nessa posição, as pessoas tendem a encontrar-lhe pontos fracos e “toda uma narrativa começa a ser construída”. Obama defendeu ainda a marca política de Clinton como “pragmática”.

Mais ou menos a sério, Kimmel voltou às piadas e disse que percebia que Obama tivesse de sair, mas perguntou-lhe se a primeira-dama poderia ficar mais quatro anos. Obama respondeu de forma mais ou menos séria e garantiu que a mulher não se interessa pela política a esse nível: “Todas as mulheres da minha vida estão interessadas em ter uma vida mais normal”.