Aos 33 anos, Eduardo Leite do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) foi eleito o novo governador do Rio Grande do Sul. No Rio Grande do Norte, foi Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores (PT), eleita e afigura-se como a única mulher eleita governadora de um estado do Brasil.

Eduardo Leite foi eleito para governar o estado do Rio Grande do Sul nos próximos quatros anos. Com 97,17% dos votos apurados, Eduardo Leite teve cerca de 3 milhões de votos, o que corresponde a 53,62% dos votos válidos contra 46,38% de José Ivo Santori, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

O candidato agradeceu a confiança nas redes sociais e festejou com apoiantes nas ruas da cidade de Pelotas, numa espécie de "trêm elétrico" carnavalesco, onde foi recebido por uma multidão em euforia. 

 

Criado em Pelotas, no Rio Grande do Sul, Eduardo Figueiredo Cavalheiro Leite, de 33 anos, nasceu a 10 de março de 1985 e é formado em Direito pela Universidade Federal de Pelotas.

Foi eleito vereador em 2008 na Câmara Municipal de Pelotas e foi também secretário municipal da Cidadania no governo de Bernardo de Souza e chefe de gabinete do ex-prefeito Adolfo António Fetter Júnior.

Em 2012, aos 27 anos, foi eleito prefeito de Pelotas, cargo que ocupou entre 2013 e 2016, e tornou-se o prefeito mais jovem da cidade.

Em 2017, Eduardo Leite foi eleito, numa convenção, presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) do Rio Grande do Sul. Nesse mesmo evento, foi escolhido como pré-candidato do PSDB ao governo do Rio Grande do Sul para a eleição presidencial do Brasil de 2018.

Ao longo da campanha, Eduardo Leite prometeu a criação de um ambiente mais favorável a novos empreendimentos para melhorar a situação financeira do estado. 

Uma mulher entre homens

No outro Rio Grande, o do Norte, outra peculiaridade. Fátima Bezerra foi a única mulher eleita governadora de um Estado em todo o Brasil. Recebeu cerca de 1.022.910 votos, ou seja 57,60% dos votos apurados.

Fátima Bezerra nasceu em Nova Palmeira, na Paraíba, a 19 de maio de 1995. Tem 63 anos e vive, atualmente, no Rio Grande do Norte.

Filiada no Partido dos Trabalhadores (PT) desde 1981, entrou na carreira política depois do trabalho que desenvolveu no sindicato dos professores. Em 1994, foi eleita deputada estadual. Voltou a ser eleita quatro anos depois, 1998.

Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Interior. Representou o Poder Legislativo do Rio Grande do Norte no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania e no Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Fátima Bezerra, durante uma ação de campanha. (Reprodução Facebook Fátima Bezerra)

Em 2002, candidatou-se a deputada federal pelo Rio Grande do Norte e foi eleita com 162 mil votos, sendo reeleita em 2016.

Em 2014, Fátima candidatou-se a senadora pelo Rio Grande do Norte e foi eleita com 808 mil votos, e venceu a ex-governadora Wilma de Faria, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Poderia ter permanecido no cargo até 2022, mas decidiu candidatar-se ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições presidenciais do Brasil de 2018.

Entre as propostas apresentadas ao longo da campanha, Fátima Bezerra prometeu fazer parcerias com as prefeituras do estado para criar mais vagas em creches. Na área de segurança, a governadora afirmou que vai valorizar a polícia, realizar concursos e equipar os agentes de segurança do estado.

A agora governadora também prometeu fazer parcerias com a iniciativa privada e ampliar o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (PROADI) para as micro e pequenas empresas, como forma de fomentar mais empregos.