Os eleitores turcos foram chamados às urnas este domingo para votar em eleições presidenciais que poderão dar a Racep Tayyip Erdogan um novo mandato com poderes reforçados. As urnas abiram às 08:00 (hora local) e encerraram às 17:00 (hora local).

Além do presidente, os cerca de 56 milhões de eleitores turcos também vão eleger os deputados que vão ocupar os 600 assentos do parlamento. 

Apesar de ser o candidato favorito, Erdogan, líder do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), enfrenta uma oposição determinada a acabar com os seus 15 anos no poder.

Caso não haja um vencedor com maioria, os turcos serão novamente chamados a votar numa segunda volta, a 8 de julho.

Uma coisa é certa: quem vencer estas eleições tornar-se-á no presidente mais poderoso da história moderna do país, uma vez que o cargo de primeiro-ministro será dissolvido e o presidente passará a ter também o poder legislativo.

A substituição do atual regime parlamentar por um presidencialista foi decidida depois de um referendo sobre alterações à Constituição, realizado em abril do ano passado. Os resultados do referendo deram luz verde a estas alterações, que permitem ainda que Erdogan possa ficar no poder até 2029.

Importa ainda sublinhar que estas eleições só estavam previstas para daqui a um ano e meio, 3 de novembro de 2019, mas Erdogan decidiu antecipar o escrutínio, numa medida que foi muito contestada pelos seus críticos.

Os seus opositores acusam-no de querer beneficiar do estado de emergência que vigora há dois anos e, por outro lado, de evitar que a degradação económica do país - a queda da lira turca, a grande inflação e o défice significativo - tenha impacto na votação. 

Erdogan, de 64 anos, está no poder na Turquia desde 2003, tendo primeiro assumido o cargo de chefe do governo e depois o de presidente.