Uma ativista russa, conhecida por defender causas que não eram bem vistas no país, foi brutalmente assassinada com facadas pelo corpo e rosto. Elena Grigorieva participava ativamente em manifestações e eventos pelos direito LGBTI, movimentos como fim da guerra Ucrânia e a favor da libertação dos presos políticos ucranianos. 

A perseguição a homossexuais e ativistas pelos direitos LGBTI não é uma realidade nova na Rússia. George Markov, jornalista em São Petersburgo, disse que "os culpados (do crime) devem ser castigados" e que Elena estaria há muito tempo "na lista de um site homofóbico que ameaçava ativistas dos direitos LGBTI de todo o país". Foi mais longe, e disse que em São Petersburgo "os gays são perseguidos" e que se antes eram presos, agora o cenário mudou de tom: "agora já falamos de assassinatos"

De acordo com o El Mundo, as autoridades russas encontraram, no domingo, em São Petersburgo, o corpo de uma mulher de 41 anos com múltiplas marcas de facadas nas costas e na cara. Numa fase inicial a polícia não conseguiu identificar o cadáver. Elena foi encontrada 12 horas depois de ser assassinada.

O jornal russo “Novaya Gazeta”, avançou que a ativista tinha recebido recentemente ameaças de antigos companheiros da causa nacionalista russa, que abandonou para defender ideias mais liberais.

O site russo no qual o nome da ativista constava, foi recentemente bloqueado pelas autoridades. Segundo a imprensa russa, foi detido um homem na região de Bascortostão, no entanto, a polícia acredita que o crime tenha sido cometido por mais do que uma pessoa.

Para além de problemas com os setores nacionalistas, este tipo de ativismo tem a sua ação restringida pelo Estado. Em 2013, o parlamento russo aprovou uma lei que proíbe a propaganda homossexual e muitos ativistas têm denunciado a perseguição das autoridades.

/ ACZ