A senadora Elizabeth Warren foi o principal alvo dos ataques no quarto debate dos candidatos às eleições primárias do Partido Democrata, marcado pela defesa de um inquérito para a destituição do presidente norte-americano, Donald Trump.

As críticas à senadora do Massachusetts demonstraram que os candidatos olham cada vez mais para Elizabeth Warren como a favorita para vencer as primárias, em detrimento do ex vice-presidente Joe Biden.

O ‘mayor’ de South Bend (estado de Indiana), Pete Buttigieg, e a senadora Amy Klobuchar criticaram o plano de Warren sobre o sistema de saúde. Já o ex-congressista Beto O'Rourke atacou Warren sobre a intenção de criar um imposto sobre a riqueza.

"Às vezes penso que a senadora Warren está mais focada em punir uma parte do país, do que em garantir que podemos ajudar as pessoas", disse O'Rourke. Ao que Warren respondeu: "a ideia de alguém pensar que eu sou punitiva deixa-me atordoada".

Nas últimas semanas, a senadora do Massachusetts subiu nas sondagens nos principais estados e esteve à frente de Biden em algumas pesquisas nacionais, por isso vários dos candidatos da ala moderada do partido evitaram criticar o ex-vice-Presidente, em relação ao caso do filho Hunter Biden, que tem estado no centro do inquérito para a destituição de Donald Trump.

Trump e membros do Partido Republicano têm levantado suspeitas de corrupção contra Hunter Biden, que fez parte do conselho de administração de uma empresa de gás ucraniana (Burisma), entre 2014 e o corrente ano.

"O meu filho não fez nada errado, eu não fiz nada errado. [Quando eu era vice-Presidente] segui a política do Governo dos Estados Unidos para combater a corrupção na Ucrânia", disse Biden, durante o debate.

Este foi o primeiro debate dos candidatos democratas, depois de a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, ter anunciado, no final de setembro, a abertura de um inquérito para a destituição do Presidente norte-americano.

Os candidatos também condenaram a decisão de Trump de retirar as tropas norte-americanas do norte da Síria, pouco antes da ofensiva da Turquia contra os curdos, com o senador Bernie Sanders a declarar que Ancara "já não é uma aliada dos Estados Unidos" por estar a cometer “assassínios em massa".