A Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciou esta sexta-feira que iniciou a revisão continua de um tratamento com o anticorpo ‘sotrovimab’ para tratar doentes de covid-19, mas considerou ser cedo para conclusões sobre os benefícios do fármaco.

A decisão de iniciar esta revisão contínua é baseada nos resultados preliminares de um estudo em curso que analisa a capacidade do medicamento para prevenir a hospitalização ou a morte em doentes não hospitalizados com covid-19”, adiantou o regulador europeu em comunicado.

A revisão contínua é um procedimento regulatório que a EMA usa para acelerar a avaliação de um medicamento promissor durante uma emergência de saúde pública, como é o caso da atual pandemia, tendo sido já utilizado para as várias vacinas contra a covid-19 que estão a ser aplicadas na União Europeia (UE).

Segundo o organismo responsável pela avaliação científica, a supervisão e a segurança dos medicamentos na UE, os peritos da agência ainda não receberam o conjunto de dados completo do medicamento desenvolvido pelas farmacêuticas GlaxoSmithKline e Vir Biotechnology, sendo ainda “muito cedo para tirar quaisquer conclusões sobre a sua relação risco-benefício”.

A EMA já começou a avaliar o primeiro lote de dados, oriundos de estudos laboratoriais e em animais, além de dados sobre a qualidade do medicamento. A EMA vai avaliar todos os dados, incluindo evidências de ensaios clínicos, assim que estiverem disponíveis”, adiantou.

De acordo com organismo com sede em Amesterdão, o cronograma geral da revisão contínua para avaliar a eficácia, segurança e qualidade do “sotrovimab” ainda não pode ser previsto, mas este processo deve “ser mais rápido do que uma avaliação regular” de um fármaco.

A 15 de abril, o regulador europeu tinha anunciado que estava a analisar os dados sobre a utilização deste anticorpo monoclonal, também conhecido como VIR-7831, para apoiar os países na decisão sobre o uso deste medicamento.

 A EMA está a iniciar esta revisão para apoiar as autoridades nacionais que podem decidir sobre o uso deste medicamento para a covid-19 antes da sua autorização de introdução no mercado”, adiantou a EMA nesta altura.

Este medicamento foi projetado para se ligar à proteína `spike´ do SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19, limitando a capacidade deste vírus de entrar nas células do corpo, e os especialistas da EMA esperam que, desta forma, possa reduzir a necessidade de hospitalização em pessoas infetadas pelo novo coronavírus.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.258.595 mortos no mundo, resultantes de mais de 155,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.989 pessoas dos 838.852 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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