O presidente francês, Emmanuel Macron, desloca-se na quinta-feira ao Líbano para “se encontrar com todos os atores políticos” após as explosões que devastaram Beirute, causando pelo menos 100 mortos e milhares de feridos, anunciou esta quarta-feira a presidência.

Emmanuel Macron reunir-se-á com o seu homólogo libanês, Michel Aoun, e com o primeiro-ministro, Hassan Diab, precisou o Eliseu à agência France Presse.

França demonstrou a sua solidariedade e anunciou o envio de pessoal e equipamento para ajudar as autoridades libanesas.

Também esta quarta-feira, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, reúne-se com os principais ministros envolvidos para “coordenar o socorro e ajuda” que a França vai enviar para o Líbano.

Três aviões partem hoje para Beirute, um deles de Marselha (sul) com equipas de médicas para intervenção imediata, dois de (aeroporto parisiense) Roissy com 25 toneladas de material, equipas de segurança do Ministério do Interior”, indicou o chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian.

Os aviões que partem de Roissy devem chegar ao final da tarde ao Líbano.

Em Marselha, os bombeiros enviaram equipamento de emergência e uma equipa médica de nove pessoas (quatro médicos, três enfermeiras e dois bombeiros), segundo o seu serviço de comunicação.

Vão utilizar um avião particular disponibilizado pelo presidente de uma das empresas líderes mundiais em transporte marítimo, a CMA-CGM, Rodolphe Saadé, de origem libanesa.

Le Drian, que falou pelo telefone com o seu homólogo libanês, Charbel Wehbé, disse que a França vai também tentar nos próximos dias mobilizar a ajuda internacional necessária, nomeadamente ao nível europeu, para a assistência imediata ao Líbano.

As duas fortes explosões no porto de Beirute na terça-feira causaram pelo menos 100 mortos, milhares de feridos e deixaram centenas de milhares de habitantes sem casa. Provocaram cenas de devastação e de pânico na capital libanesa que foi declarada “zona de desastre”.

O governo libanês disse que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio, um material explosivo, estavam armazenadas “sem medidas de precaução” no porto de Beirute.

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