O órgão de defesa do consumidor polaco (UOKiK) multou o grupo Jerónimo Martins em mais de 60 milhões de zlotys (cerca de 13,2 milhões de euros) por indicar informações incorretas quanto à origem das suas frutas e legumes.

A informação está a ser adiantada pela agência financeira Bloomberg, que cita uma publicação na rede social Twitter da autoridade da concorrência e defesa do consumidor polaca.

Em causa estão produtos vendidos na cadeia de supermercados Biedronka, detida pelo grupo português Jerónimo Martins.

A empresa, segundo a Bloomberg, pode ainda recorrer da sentença.

A Jerónimo Martins seguia hoje a negociar em alta na Euronext Lisbon, a subir 0,42% para 14,25 euros.

Biedronka discorda e vai recorrer da decisão

A Biedronka discorda "veementemente" da decisão da autoridade de defesa do consumidor polaca, que multou a empresa em mais de 60 milhões de zlotys (cerca de 13,2 milhões de euros), e anuncia que vai recorrer da decisão.

Questionada pela agência Lusa a propósito da decisão do órgão de defesa do consumidor polaco (UOKliK) hoje conhecida, a empresa do grupo Jerónimo Martins disse discordar da decisão e da multa aplicada.

A companhia entende que os alegados indícios foram recolhidos de forma tendenciosa e que a qualidade e integridade do processo levantam sérias reservas quanto à sua imparcialidade", refere fonte oficial da empresa.

A Biedronka irá assim recorrer desta decisão, "que acredita ser desproporcional e discriminatória, dado o número muito reduzido de alegados erros encontrados na rotulagem de fruta e vegetais quanto à sua origem".

Por outro lado, acrescenta, "o número de irregularidades na informação aos clientes da Biedronka no que diz respeito ao país de origem da fruta e vegetais foi sempre, até de acordo com o próprio UOKiK, um dos mais baixos do mercado polaco".

"Este facto reforça o caráter discriminatório da decisão, uma vez que a Biedronka é a única empresa no mercado polaco visada com uma ação judicial nesta matéria", indica.

Apesar de a Biedronka ter mantido sempre uma atitude colaborativa em todo o processo de investigação, o UOKiK quebrou de forma repentina e inesperada o diálogo. Assim, a companhia irá recorrer da decisão junto dos tribunais e tomar todas as demais medidas judiciais adequadas à defesa dos seus direitos", afirma a empresa.

/ DA