Os ministros das Finanças do G7 exortaram hoje os credores privados a participarem na suspensão da dívida dos países mais pobres fragilizados pela crise sanitária, uma iniciativa do G20 anunciada em abril.

A participação voluntária do setor privado esteve ausente, o que limitou as potenciais vantagens de vários países", referiram os ministros em comunicado divulgado pelo Departamento do Tesouro norte-americano, dado que os Estados Unidos exercem a presidência do G7.

Na primavera, os ministros das Finanças e os dirigentes de bancos centrais do grupo G20 tinham dado o seu aval a uma suspensão imediata durante um ano da dívida dos países mais pobres, particularmente fragilizados pela crise provocada pela pandemia de covid-19.

Os ministros das Finanças do G7, que reúne os países mais industrializados (Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos), anunciaram o seu apoio a um alargamento desta iniciativa.

Numa longa declaração conjunta, os ministros também referem que "lamentam profundamente" as medidas tomadas por alguns países para não participarem nesta iniciativa, classificando, por exemplo, as suas instituições públicas como credores comerciais.

Os ministros das Finanças do G7 reconhecem ainda que alguns países precisarão de mais alívio da dívida no futuro e pedem ao G20 e aos credores do Clube de Paris para se acertarem quanto às condições na reunião do próximo mês.

/ AG