Os líderes de mais de 40 países, que representam cerca de dois terços da economia mundial, anunciaram a criação de um plano global de fomento ao uso de tecnologias limpas, de modo a que sejam mais baratas que as alternativas não-renováveis.

Denominada “Glasgow Breakthroughs”, a iniciativa pretende, de acordo com a BBC, encorajar o investimento privado nas tecnologias de baixo-carbono, de modo a captar biliões de euros para as desenvolver e propagar pelo mundo.

De acordo com o jornal The Guardian, 25 empresas globais, de setores como a aviação, transporte marítimo e siderurgia, estarão envolvidas no projeto.

Os promotores da iniciativa defendem que esta é geradora de emprego, e pretendem, também, assegurar a potenciais investidores que serão criados mercados globais para este tipo de tecnologias, proporcionando lucros avultados.

Entre os países signatários estão os Estados Unidos, China, Índia, Austrália, Reino Unido e todos os Estados da União Europeia. Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, enfatizou a importância deste acordo durante a COP26.

Ao tornar as tecnologias limpas mais baratas, acessíveis e atrativas, conseguimos reduzir as emissões em todo o mundo. Os 'Glasgow Breakthroughs' vêm dinamitar esta realidade, não só reduzindo emissões, mas também criando empregos e prosperidade”, afirmou o chefe do governo do Reino Unido.

Numa primeira fase, serão cinco os setores priorizados: energia limpa, veículos elétricos, ferro ‘verde’, hidrogénio e agricultura sustentável.

Pedro Falardo