Duas enfermeiras foram afastadas depois de terem “vacinado” dois idosos, não com o fármaco da Pfizer, Moderna ou AstraZeneca, mas sim com ar.

Nas imagens gravadas pelos familiares e partilhadas pela CNN Brasil, pode ver-se ambas as profissionais de saúde a inserir as seringas, sem qualquer substância no interior, no braço de dois pacientes.

O crime, que está a chocar o mundo, ocorreu em Petrópolis e Niterói, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Depois dos casos terem sido descobertos, ambas as enfermeiras foram afastadas e os idosos receberam a “verdadeira” vacina contra a covid-19.

Em Petrópolis, a idosa de 94 anos foi burlada num posto de vacinação instalado numa universidade da cidade. A autarquia confirmou o sucedido e está a investigar a ocorrência.

Em Niterói, utente enganado estava no carro acompanhado pela própria família, que não desconfiou da burla até ver as imagens do momento da administração que gravaram. O município já afastou a enfermeira e criou um canal de comunicação para esclarecimento de dúvidas e para receber denúncias.

A família do idoso foi imediatamente contactada e acolhida. Uma visita foi agendada para o mesmo dia, no qual o médico e a enfermeira responsável realizaram a aplicação da vacina na casa do idoso", garante a autarquia de Niterói

Os profissionais de saúde brasileiros foram agora orientados a mostrar a seringa aos pacientes antes da administração da vacina.

O caso está a indignar o Brasil como espelha a reação do próprio pivot da CNN Brasil, que exige uma punição séria para as duas enfermeiras.

É o fim dos tempos. Até para ser pilantra, golpista ou estelionatário tem de ter o mínimo de ética. Colocar a vida de idosos em risco... Se ficar provado que foi intencional, esta gente tem de pagar e pagar caro, mas muito caro. É quase uma facilitação da morte destes idosos”, exclama o jornalista da CNN Brasil.

A polémica brasileira, relacionada com a administração de ar no lugar da vacina contra a covid-19, não se restringe a estes dois casos. Basta uma rápida pesquisa pelas redes sociais para observar que o número de denúncias é cada vez maior.

No município do Maceió, o Ministério Público de Alagoas está a investigar um outro caso que envolve uma idosa de 97 anos.

Nuno Mandeiro