A polícia confirmou que cinco pessoas morreram e oito estão desaparecidas depois do vulcão de uma ilha desabitada da Nova Zelândia ter entrado em erupção. 

Na altura, estavam no local cerca de 50 turistas, dos quais 31 estão ainda a receber tratamento hospitalar. Entre as vítimas mortais, há cidadãos australianos, norte-americanos, chineses e malaios.

Em conferência de imprensa, a primeira-ministra neozelandesa Jacinda Arden explicou que as operações de busca são agora "uma triste operação de recuperação", acrescentando que partilha da "dor incomensurável" dos que perderam entes queridos. 

Um navio do Exército neozelandês deverá ainda aportar em White Island para avaliar os riscos que existem para as equipas de resgate, uma vez que o vulcão continua a expelir fumo e cinzas.

Momentos antes da erupção, vários turistas passeavam na cratera do vulcão, que é o mais ativo da Nova Zelândia. Porém, a White Island, ainda que sendo uma ilha privada, é um dos mais populares destinos turíscos para excursões de um dia. 

Contactada pela TVI, a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas disse não ter recebido "pedidos de apoio por parte de cidadãos" portugueses. 

"Não recebemos nem no Ministério ou nos serviços consulares da Austrália pedidos de apoio por parte de cidadãos que pudessem ter sido afetados pelo vulcão da Nova Zelândia, nem qualquer informação nesse sentido por parte das autoridades locais".

A erupção, ocorrida às 14:11 locais (01:11 de segunda-feira em Lisboa) libertou uma espessa nuvem de fumo que subiu até uma altura de 3,6 quilómetros.

Um "número considerável" de vítimas do desastre é de nacionalidade australiana, segundo autoridades de Camberra.