O príncipe André de Inglaterra recusa colaborar voluntariamente com a justiça norte-americana na investigação à rede de tráfico sexual do milionário Jeffrey Epstein. A informação foi divulgada pelo Ministério Público de Nova Iorque, esta segunda-feira.

Segundo os procuradores, o príncipe André "fechou totalmente as portas" à possibilidade de cooperar voluntariamente com a justiça. Numa conferência de imprensa aos jornalistas, o procurador Geoffrey Berman disse que as autoridades norte-americanas estão agora a "considerar as suas opções".

Em novembro do ano passado, o príncipe tinha garantido estar totalmente disponível para apoiar a investigação em tudo aquilo que fosse necessário, depois de ter sido denunciado o seu alegado envolvimento na rede de Epstein. Recorde-se que uma das vítimas do milionário norte-americano, que se suicidou na prisão, disse ter sido forçada a ter sexo com André quando ainda era menor de idade.

Os advogados das vítimas já disseram que ponderam chamar o filho de Isabel II a depor em tribunal, embora não seja ainda claro que André possa ser forçado a prestar declarações.

Em 2015, Virginia Roberts Giuffre afirmou que Epstein a obrigou a praticar atos sexuais com o príncipe André e outros homens, em 2001, quando tinha 17 anos. Todos eles negaram as acusações e o Duque de Iorque disse nunca ter conhecido a vítima.

André, que abdicou das suas funções reais na sequência do escândalo, manteve uma relação de amizade com Epstein durante vários anos. O príncipe admitiu que frequentava as casas do milionário norte-americano e que visitou a sua ilha particular. Em 2010, ambos foram vistos a passear no Central Park, em Nova Iorque, já depois de Epstein ter estado preso por prostituição de menores.

/ JF