A cidade de Madrid foi esta sexta-feira atingida por um forte nevão, que provocou um grande caos na via pública, congestionando o trânsito na capital espanhola. Os serviços de meteorologia apontam que este será o maior acontecimento deste género nos últimos 50 anos.

Com o cair da noite, a depressão Filomena acabou por itensificar-se, agravando a camada de ar frio que trouxe consigo. Muitas imagens mostram as ruas autenticamente cobertas de neve.

O agravar da situação acabou por levar à suspensão de toda a atividade no aeroporto de Barajas, o principal da capital.

A Aena, entidade gestora do Aeroporto Adolfo Suarez Madrid-Barajas, decidiu suspender as descolagens e aterragens devido às más condições da pista e de visibilidade, provocadas pela neve e pela tempestade Filomena.

Em Barajas foi iniciado o procedimento de reorientação de voos para outros aeroportos fora de Madrid.

À agência EFE, fontes próximas do organismo que gere o aeroporto adiantaram que os trabalhos de limpeza da pista vão prosseguir e que as operações serão retomadas assim que as condições meteorológicas sejam mais favoráveis.

A decisão da Aena foi tomada depois de o Enaire, estrutura responsável pelo controlo do tráfego aéreo, ter tomado a opção de iniciar o procedimento de desvio de voos, cerca das 21:15, devido à pouca visibilidade, motivada pela tempestade.

A Aena informa terem sido divergidos onze voos que deveriam aterrar em Barajas: cinco para o aeroporto de Valência, quatro para o aeroporto de Barcelona, um para o aeroporto de Bilbao e um para Alicante.

Grande parte da zona centro de Espanha está em alerta vermelho por causa do mau tempo, e a Agência Estatal de Meteorologia admite uma "situação histórica".

As fontes consultadas pela EFE referem que até os voos terem começado a ser divergidos, foi possível operar 350 partidas e chegadas graças à limpeza das pistas.

Em declarações à TVE e à Antena 3, o Ministro dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana, José Luis Ábalos, afirmou ter sido montado "o dispositivo mais importante da história" para enfrentar os efeitos desta tempestade e pediu à população para não sair de casa se não for estritamente necessário.

António Guimarães / com Lusa