Cerca de 200 migrantes tentaram escalar uma cerca de segurança que separa a cidade de Melilla, um dos dois enclaves de Espanha no norte de África, de Marrocos, anunciaram esta sexta-feira as autoridades espanholas.

O gabinete local do representante do Governo espanhol em Melilla anunciou que dos 200 imigrantes ilegais que tentaram entrar em Espanha, apenas cerca de 50 conseguiram escalar a barreira que contorna a cidade costeira, enquanto os outros 150 foram repelidos por guardas de fronteira espanhóis e marroquinos.

As autoridades dizem que um migrante sofreu uma fratura na perna e seis polícias espanhóis ficaram feridos, durante a ação de controlo deste episódio.

Os migrantes que chegaram a solo espanhol foram levados para um centro de detenção, onde podem pedir asilo enquanto as autoridades iniciam procedimentos para a eventualidade de devolução aos seus países de origem.

A Espanha tornou-se o principal ponto de entrada para migrantes ilegais na Europa em 2018. A agência de fronteiras da União Europeia diz que se registaram 57.000 entradas não autorizadas em Espanha, em 2018, duplicando o número de imigrantes ilegais de 2017, enquanto no resto da Europa, em 2018, se registaram os números mais baixos dos últimos cinco anos.

Já em maio, 52 outros migrantes tinham superado a cerca de Melilla, numa outra tentativa de entrada em Espanha.

O Ministério do Interior da Espanha disse que 2.397 imigrantes chegaram a Melilla por terra entre 1 de janeiro e 15 de julho, o que representa uma diminuição quando comparado com os 2.554 que atravessaram a fronteira, no mesmo período do ano passado.

Esta sexta-feira, o governo da Espanha anunciou um investimento de 30 milhões de euros para ajudar o esforço de Marrocos para conter a migração ilegal. A porta-voz do Governo de Espanha, Isabel Celaá, explicou que esses fundos fazem parte de um pacote de 140 milhões de euros em ajuda que a UE concordou em entregar a Marrocos, para controlo de migração ilegal, no ano passado.

A maioria dos migrantes que chega a Espanha arrisca a vida cruzando o mar Mediterrâneo em pequenas embarcações impróprias para águas abertas.