O ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, assegurou esta segunda-feira que a vacinação contra a covid-19 deverá começar em "4 ou 5 de janeiro", depois de a Agência Europeia do Medicamento a aprovar em 29 de dezembro.

O responsável governamental acrescentou que as comunidades autónomas espanholas podem estar tranquilas sobre o processo de vacinação, uma vez que "haverá vacinas para todos e haverá mais do que suficiente".

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Numa intervenção num fórum informativo, este membro do Governo socialista respondeu assim às críticas lançadas pelos dirigentes da Comunidade de Madrid, de direita, que lançaram dúvidas sobre se haveria doses suficientes de vacina.

A chegada das vacinas será progressiva e suficiente", disse Salvador Illa, acrescentando que "Espanha vai receber 140 milhões de doses” e o país está preparado para que, assim que o medicamento chegue, a população possa ser imunizada “com todas as garantias necessárias”.

O ministro da Saúde recordou que a Agência Europeia de Medicamentos deverá aprovar a vacina da Pfizer contra a covid-19 a 29 de dezembro, e fazer o mesmo com a da Moderna no início de janeiro.

Salvador Illa prevê que "a partir de 4 ou 5 de janeiro" a vacinação comece entre o pessoal de saúde, as pessoas que vivem em lares e também as pessoas com deficiências, de acordo com o plano de vacinação aprovado pela União Europeia.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.605.583 mortos resultantes de mais de 71,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 5.559 pessoas dos 348.744 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se na Itália (64.520 mortos, mais de 1,8 milhões de casos), seguindo-se Reino Unido (64.170 mortos, mais de 1,8 milhões de casos), França (57.911 mortos, mais de 2,3 milhões de casos) e Espanha (47.624 mortos, mais de 1,7 milhões de casos).

/ CE