O incêndio que atingiu nos últimos dias a província de Huelva, no sul de Espanha e que faz fronteira com Portugal, queimou mais de 12.000 hectares numa área superior a 18.000, avançou esta terça-feira o governo regional da Andaluzia.

O incêndio, que ontem foi considerado dominado, foi um "dos mais perigosos da Andaluzia nos últimos anos", disse à imprensa o conselheiro (ministro regional) da presidência, Elías Bendodo, que considerou ter havido "momentos críticos", especialmente devido à colisão de duas massas de vento a mais de 50 quilómetros por hora que forçaram uma mudança na estratégia de combate ao incêndio.

Foi um feito, porque tudo estava contra nós", sublinhou Bendodo, que agradeceu ao Governo central espanhol pela sua "colaboração leal" e também às autarquias da região do sinistro.

O responsável regional destacou o esforço feito por todos os efetivos para "não desistir da luta contra o fogo" na noite de domingo, permitindo que o incêndio fosse controlado na manhã de segunda-feira, apesar das mudanças de direção constantes das rajadas de vento.

Elías Bendodo valorizou o trabalho de todos aqueles que participaram na luta contra o sinistro e que permitiram o regresso a casa dos mais de 3.000 residentes desalojados provisoriamente.

Cerca de 120 efetivos ainda estavam esta manhã a realizar operações de rescaldo no perímetro afetado pelo incêndio que começou às 14:15 de quinta-feira (13:15 em Lisboa) na zona de Olivargas de Almonaster la Real.

/ AG