A capital espanhola foi palco de «mais do dobro» de manifestações nos primeiros quatros meses de 2013 do que em igual período do ano passado. A representante do governo, Cristina Cifuentes, disse esta segunda-feira, citada pela agência EFE, que Madrid registou 1.628 protestos entre 1 de janeiro e 1 de maio de 2013, contra 791 nos primeiros quatro meses de 2012.

Num pequeno-almoço com jornalistas, organizado pela Europa Press, Cristina Cifuentes recordou que, em 2012, houve um recorde de manifestações em Madrid. Ao todo, foram 3.419 protestos, o que representa uma subida de 74% em relação ao ano anterior.

A representante do governo de Madrid sublinhou que o direito de manifestação não é um «direito ilimitado». Cifuentes recordou que as concentrações devem ser comunicadas previamente às autoridades e podem ser proibidas, caso ameacem a ordem pública.

Cristina Cifuentes lamentou que não se possam tomar medidas para evitar que os residentes em zonas de manifestações não tenham que passar por um «verdadeiro calvário diário», sem que essas mesmas medidas sejam consideradas uma «limitação» aos direitos. Sobretudo numa cidade como Madrid, que em 2012 acolheu dez manifestações por dia.

A representante do governo espanhol reconheceu, ainda assim, que alterar a lei para limitar o direito de manifestação não é para já uma prioridade do executivo espanhol.
Redação / AR