Taxistas madrilenos, em greve por tempo indeterminado, bloquearam na manhã desta segunda-feira, o Paseo de la Castellana, uma das maiores avenidas da capital espanhola, da qual foram retirados após intervenção policial.

À força, devido à intervenção da polícia de choque e de reboques, ou por iniciativa própria, milhares de taxistas madrilenos dirigiram-se depois para a sede do Partido Popular, força que governa a região.

À semelhança do que irá estar em vigor em Barcelona, os taxistas madrilenos querem que seja imposto um tempo mínimo, de uma hora de antecedência, para quem pretenda chamar e contratar os serviços das plataformas de transporte como a Uber e Cabify.

O bloqueio da Castellana com milhares de táxis, na manhã desta segunda-feira, provocou o caos no trânsito e atiçou o debate político entre o delegado do governo socialista para a região e o Partido Popular de direita, que governa a Comunidade de Madrid.

Na mira do delegado do governo está Ángel Garrido, o conservador que preside à região autónoma Comunidade de Madrid, a quem cabe a regulação da atividade dos VTC (Veículos de Transporte com Condutor), como são designados em Espanha os serviços das plataformas eletrónicas de transporte como a Uber e a Cabify.

Concentrados em frente da sede nacional do Partido Popular, na rua Génova, os taxistas madrilenos mantêm a greve e o protesto, tendo já anunciado a chegada à cidade de colegas de trabalho vindos de outras regiões espanholas e inclusive de Portugal.

Cerca das 14:00 locais (13:00 em Lisboa), os taxistas abandonaram a rua Génova, permitindo a reativação da circulação automóvel.

Segundo reporta o jornal El País, os taxistas em protesto seguiram para nova concentração junto ao aeroporto de Barajas, em Madrid.