Marc Ter Stegen confessou que fala muito pouco sobre futebol e que só ocasionalmente vê um jogo. O guarda-redes do Barcelona declarou ainda que nem os nomes dos adversários sabe.

Entrevistado pelo El País, Ter Stegen foi questionado se os guarda-redes têm muito tempo para pensar. «Não temos muito tempo, não estamos entediados na baliza. As pessoas pensam que temos muita distância com a equipa, mas não é assim», respondeu.

O alemão argumentou depois: «Uma coisa é que acontece comigo no campo e outra é o que acontece comigo na vida. Eu tento sempre pensar. Não acredito no guarda-redes que se desassocia da equipa ou no futebolista que faz isso na vida do dia a dia. Converso muito com minha a esposa sobre a profissão dela [é arquiteta]. São coisas que as pessoas não veem, mas fazem parte da vida quotidiana.»

Ter Stegen garantiu mesmo que fala mais de arquitetura do que futebol e foi nessa altura que afirmou: «As pessoas riem quando digo que não sei nada de futebol. Não vejo muito futebol, exceto quando há bons jogos ou quando estou particularmente interessado num, porque tenho algo relacionado com o jogo ou um amigo em campo. Às vezes perguntam-me o nome de um jogador e eu não faço ideia.»

O alemão tambem acrescentou que não faz ideia dos nomes, nem na Playstation. «Na La Liga, por exemplo, não sei como se chamam. Mas depois, quando me mostram, apercebo-me que sei exatamente quem é. Lembro-me melhor de como se movem no campo, como rematam ou desmarcam do que o nome do jogador. É um pouco estranho, mas acontece-me isto quando analisamos os adversários», disse.

Ter Stegen também disse que o público de Camp Nou é diferente do alemão, na Bundesliga. «Na Alemanha, os adeptos passam o jogo a cantar e focam-se na equipa. Os adeptos do Barcelona valorizam muito mais os detalhes individuais», considerou.

«É como se tivessem um gosto diferente e isso encanta-me. Gosto, por exemplo, quando o De Jong faz alguma coisa e as pessoas disfrutam e celebram-no», analisou.

Ter Stegen também abordou o confinamento a que os futebolistas estão submetidos e até revelou uma conversa com Alisson, do Liverpool, para responder sobre se os futebolistas têm, neste momento, uma responsabilidade social acrescida.

«O que é bom é que temos milhões de seguidores e com algumas mensagens bem escolhidas podemos ajudar as pessoas. No outro dia, estava a falar com o Alisson que me deu um conselho de como lavar as mãos. Antes, nunca pensara nisto e agora partilhei-o nas redes sociais. Isto pode influenciar e ser útil a alguém», rematou.