O vice-presidente da Comunidade de Madrid, Ignacio Aguado, afirmou esta terça-feira que pediu ao ministro espanhol da Saúde uma reunião com o Grupo Covid-19 para que o governo autorize de forma imediata a realização de testes antigénios ao novo coronavírus nas farmácias da cidade. O objetivo é que toda a população seja testada antes da quadra festiva.

O objetivo é que antes do Natal todos os madrilenos possam fazer um teste antes de verem as suas famílias", afirmou, em declarações ao La Sexta.

O teste antigénio é o teste rápido que identifica partículas do novo coronavírus. Apesar de apresentar alguma eficácia, muitos apontam a debilidade em casos assintomáticos.

Ignacio Aguado defendeu que a estratégia de testagem "massiva" está a funcionar, acrescentando que a Comunidade de Madrid é um dos bons exemplos de como controlar a curva pandémica.

A proposta tem como objetivo salvar a quadra natalícia, mas o vice-presidente da região já disse que esta época "não vai ser normal". Apesar disso, se os níveis de contágio continuarem a baixar poderá haver um "Natal em condições".

Não quero ter um Natal onde veja a minha família por Skype, tal como não quero arruinar as campanhas de Natal", disse.

Falando do seu caso em específico, Ignacio Aguado disse querer ver o irmão e os pais.

Apesar do aparente recente sucesso no combate ao vírus em Madrid, isso "não significa que se possa levantar o alerta".

Devemos baixar a curva ao máximo antes do Natal e manter a prudência, não pensar que vencemos o vírus, porque só ganharemos quando houver uma vacina", acrescentou.

Depois de ter sido a região mais afetada pela covid-19, a Comunidade de Madrid tem apresentado números animadores. Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, foram registados apenas 247 casos nas últimas 24 horas, numa zona que chegou a ter mais de três mil casos diários.

Em contraste com os números recentes, a zona que envolve a capital espanhola ainda é aquela que apresenta os números totais mais graves. Ao todo, mais de 330 mil pessoas foram diagnosticadas com o novo coronavírus, o que representa mais de um quinto de toda a Espanha.

António Guimarães