Os Estados Unidos da América continuam a apresentar cada vez mais casos de infeção pelo novo coronavírus. São, desde ontem, o país do mundo mais afetado pela pandemia, e já levam uma distância considerável em relação a Itália e à China, o segundo e o terceiro países com mais infetados.

Até esta sexta-feira, nos Estados Unidos, registaram-se 100.717 casos positivos de Covid-19, e 1.544 mortes. Entre ontem e hoje, sexta-feira, são mais 25 mil casos de infeção e 500 novos óbitos, segundo dados da universidade Johns Hopkins.

O estado que gera mais preocupação continua a ser Nova Iorque, com 44.600 casos e 519 mortes, números confirmados hoje pelo governador Andrew Cuomo, na habitual conferência de imprensa diária. 

Entretanto, duzentas cidades do país dizem que têm falta de máscaras, ventiladores e outros materiais de emergência para responder ao surto de coronavírus.

A organização dos presidentes de câmara dos Estados Unidos questionou os líderes de 213 cidades e encontrou uma falta grave de material: mais de 90% dos municípios não têm máscaras adequadas para polícias, bombeiros e técnicos de emergência; além disso, 92% das cidades diz que têm poucos testes para o vírus e 85% não têm ventiladores suficientes nas instituições de saúde.

Dois terços das cidades garantem que não receberam nenhum equipamento de emergência por parte do estado a que pertencem, e das que receberam ajuda, 85% avança que o material não colmata as necessidades existentes.

No total, a United States Conference of Mayors, uma organização apartidária, estima que as duzentas cidades em causa precisam de mais de 28 milhões de máscaras, mais de 24 milhões de produtos para proteção individual, de quase 8 milhões de testes e 139 mil ventiladores.

A organização pede, agora, ao governo federal para dar mais apoio aos municípios.

Emanuel Monteiro