O Presidente americano, Joe Biden, mostrou-se este sábado indignado com as diversas leis restritivas dos direitos das pessoas transgénero aprovadas em 2021 nos Estados Unidos da América e evocou a memória das 46 vítimas deste ano.

O líder da Casa Branca expressou preocupação com a "proliferação de leis estatais contra pessoas transgénero, especialmente crianças", nos EUA, onde mais de 100 iniciativas legislativas foram introduzidas em diferentes estados para restringir os seus direitos. "Estas leis não são mais do que assédio mascarado de legislação, são antiamericanas e põem em perigo a segurança e o bem-estar dos nossos filhos", frisou.

Entre estas leis está a obrigação de as pessoas transgénero utilizarem casas de banho públicas que correspondam ao sexo que lhes foi atribuído à nascença; a restrição da sua capacidade de participar plenamente nos desportos escolares ou universitários; ou o condicionamento do seu acesso aos cuidados de saúde de transição de género.

"Cada uma destas [46] vidas era preciosa. Cada uma merecia liberdade, justiça e felicidade", disse Joe Biden através de uma declaração pública divulgada no site da Casa Branca, lamentando ainda que 2021 tenha sido "o ano mais mortífero” para as pessoas trans nos EUA e que no mundo sofrem “atos horríveis de violência”, bem como “discriminação e assédio”.

Biden revelou que está a tomar medidas para enfrentar a "epidemia de violência" contra as pessoas transgénero nos EUA e recordou que em março se tornou o primeiro presidente americano a comemorar o Dia Internacional da Consciencialização de Transgéneros.

Por ocasião do Dia Internacional da Memória Trans, a Casa Branca realizou a sua primeira vigília para lamentar o número recorde de vítimas, liderada por Doug Emhoff, marido da Vice-Presidente Kamala Harris. Foram igualmente realizados eventos e vigílias por todo o país.

Numa cerimónia fechada à imprensa, Doug Emhoff acendeu 46 velas representando pessoas trans que foram mortas nos EUA este ano, e mais uma em memória daqueles que foram mortos em todo o mundo, segundo a Casa Branca.

/ NM