A Administração de Serviços Gerais (GSA, na sigla original) dos Estados Unidos enviou esta segunda-feira uma carta a Joe Biden onde dá conta de que está pronta para dar início ao processo de transição da presidência. O mesmo é dizer que a administração liderada por Donald Trump está finalmente pronta para dialogar com o presidente eleito a 3 de novembro.

A notícia foi avançada pela CNN, que teve acesso à carta enviada por Emily Murphy, administradora da GSA, a Joe Biden.

A confirmação foi depois dada pelo presidente incumbente, Donald Trump, através do Twitter.

Esta carta é o primeiro passo dado no sentido de uma transição, que deverá ficar consumada a 20 de janeiro, altura em que Joe Biden toma posse como o 46.º presidente dos Estados Unidos. Desde que o democrata foi anunciado como o presidente eleito passaram cerca de duas semanas, durante as quais Donald Trump insistiu por várias vezes em eleições ganhas de forma fraudulenta.

Emily Murphy vai reconhecer formalmente a vitória de Joe Biden nas eleições, um processo que decorre normalmente do sufrágio. Este é o momento que marca o início de uma transição formal entre as duas administrações, e que vai resultar numa cooperação entre as várias agências governamentais e a equipa que Joe Biden escolheu para assumir essas pastas.

A carta é enviada depois de os estados da Geórgia e do Michigan terem certificado formalmente o resultado das eleições, dando a vitória a Joe Biden.

Apesar de os vários processos legais de Donald Trump terem falhado, Emily Murphy manteve-se firme em recusar aceitar a derrota do ainda presidente. Desde então que a líder da GSA tem sofrido várias críticas dos democratas, ao passo que os republicanos mais moderados pediam o início de uma transição suave.

A agência Associated Press explicita que Donald Trump deu instruções à sua equipa para cooperar na transição de administrações, mas o ainda presidente dos Estados Unidos promete continuar a lutar para reverter os resultados.

Em reação à carta enviada pela GSA, a equipa de transição de Joe Biden e Kamala Harris fala num "passo necessário para começar a enfrentar os desafios da nação".

António Guimarães