Sem perdão, que também não pede, Samuel Little confessou mais de 90 crimes, entre 1970 e 2005, que o FBI continua a tentar comprovar, admitindo já estar perante o maior "serial killer" da história dos Estados Unidos.

A polícia federal e de investigação criminal norte-americana lançou um apelo com 16 rostos de mulheres que Samuel Little desenhou e terá matado ao longo dos anos, de uma costa a outra no sul dos Estados Unidos.

De acordo com o FBI, Samuel Little não só assumiu mais de 90 crimes, como se lembrou onde estava, que carro conduzia então e desenhou as caras das mulheres que matou. Só as datas dos homicídios são menos precisas.

As vítimas, segundo a criminologista Christina Palazzolo, eram normalmente mulheres vulneráveis, marginalizdas, prostitutas, toxicodependentes.

Esperamos que alguém - membro da família, ex-vizinho, amigo - possa reconhecer as vítimas e fornecer uma pista crucial para ajudar as autoridades a identifica-las. Queremos dar de volta os nomes a essas mulheres e às suas famílias algumas respostas há muito esperadas. É o mínimo que podemos fazer", assumiu Shayne Buchwald, porta-voz do FBI, citado pela CNN.

Oito casos confirmados

Com os 16 desenhos de Samuel Little, a esperança do FBI é de conseguir deslindar mais casos, sendo que, desde novembro, oito já foram confirmados. E retirados de um mapa com as marcas dos locais onde o condenado diz ter executado as suas vítimas.

Samuel Little, também conhecido por Samuel McDowell, tem 78 anos, está doente e continua preso, após ter sido condenado a três penas de prisão perpétua, sem hipótese de liberdade condicional, pelos homicídios de três mulheres.

Foi em setembro de 2012, que Samuel Little foi detido num centro para sem-abrigo no estado do Kentucky e enviado para a Califórnia, onde era procurado por uma acusação relacionada com drogas. E foi então que detetives da polícia de Los Angeles conseguiram uma correspondência entre o seu ADN e o recolhido nas vítimas de três homicídios não resolvidos, entre 1987 e 1989.

Nesses três casos, as mulheres foram espancadas e estranguladas e os seus corpos deixados num beco, numa lixeira e numa garagem. Little afirmou-se então inocente, mesmo quando várias mulheres testemunharam, revelando que tinham sobrevivido a encontros com o homicida.

Mas, o cadastro de Samuel Little pesava contra si. Já havia sido acusado, mas não condenado, de matar mulheres no Mississippi e na Florida, no início da década de 80, e estivera preso por agredir outras no estado do Missouri e em San Diego, na Califórnia.

Acusado de três crimes de homicídio, foi condenado e sentenciado em 2014 a três penas de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Agora, ao confessar a autoria de dezenas de mortes, arrisca muitas mais condenações.